Os gestos são movimentos que devem complementar uma mensagem, uma conversação, de forma leve e sincrônica. Normalmente estão relacionados com os pensamentos e emoções. Geralmente acontecem com movimentos de membros superiores (braços e mãos) acima da linha da cintura e na altura do peito ou com movimentos de membros inferiores (pernas e pés).
Entretanto, cada pessoa possui e desenvolve ao longo de sua vida gestos muito particulares que denotam uma comunicação espontânea e real.
Mesmo sabendo que a gesticulação pode ser aprendida e treinada, não há como ensiná-la ostensivamente, pois o comportamento poderia ficar artificial. Em comunicação, nada deverá superar a naturalidade.
Nas relações profissionais os gestos têm importância incontestável, pois por meio deles pode-se reforçar as idéias e estimular os ouvintes. Entretanto, se utilizado inadequadamente ou exageradamente, podem prejudicar o objetivo da apresentação em público, da conversação, reunião, entrevista e outras situações de comunicação.
Gestos mais extensos e expansivos são características de pessoas mais expansivas, extrovertidas e desinibidas. Esses são mais intensos e refletem a personalidade do indivíduo. No entanto, em certas situações, podem estar inadequados e comprometer os resultados da apresentação. Outros gestos menores, mais restritos e quase imperceptíveis, são utilizados normalmente por pessoas mais tímidas e comedidas. Nesse caso também se observa situações na qual a pessoa não consegue expressar suas idéias, pensamentos e sentimentos de maneira convincente prejudicando o objetivo da situação e da comunicação.
Alguns gestos prejudicam a interação com a plateia, entre ele temos: os acima da cabeça, os repetitivos, os sem relação com a mensagem expressada e os exagerados. Esses provocam cansaço e desinteresse pelo discurso. Os extremamente exagerados provocam o desperdício de energia pelo indivíduo, dificultando a sua performance comunicativa e a utilização eficaz de outros elementos da comunicação, como o tom da voz adequado e a expressão facial, responsáveis por detalhes da apresentação em público. Alguns gestos exagerados grandes e extensivos podem ser utilizados para atingir uma grande quantidade de pessoas e com o objetivo de expressar emoções mais intensas. Podem-se verificar exemplos desses gestos nos discursos de políticos em época de campanha.
Ao falar em público sabe-se quais os gestos mais adequados, através da avaliação do contexto do público envolvido. Assim, pode-se ter maiores probabilidades de acertos, influência e eficácia.
Deve-se evitar os seguintes gestos ao falar em público:
- Mexer na gravata;
- Brincar com chaveiros e canetas;
- Ficar ajeitando os cabelos e os óculos;
- Coçar as orelhas, cabeça e nariz;
- Esconder a boca;
- Roer unha;
- Deixar os braços cruzados;
- Colocar as mãos para trás;
- Colocar as mãos nos bolsos;
- Adotar a posição de xícara (mãos agarradas à cintura);
- Deixar os braços cruzados;
- Tamborilar os dedos ou estalar os dedos;
- Se utilizar microfone, nunca o segure com as duas mãos;
- Movimentar as mãos em excesso;
- Não se apoiar sobre a mesa, a cadeira ou a tribuna.
Sempre que possível, as mãos devem estar livres para gesticular, de forma natural e sincronizada com o assunto em questão. Mantenha as mãos no nível da cintura com as palmas das mãos evidentes, pois assim gesticulará normalmente.